ASSINADO ENTRE O GOVERNO OCUPANTE DE ANGOLA E O FCD DE BENTO BEMBE.

O Memorando de entendimento assinado a 01 de agosto de 2006  entre Angola e António Bento Bembe para pacificar militarmente Kabinda ou seja para não encontrar uma solução política para o conflito da anexação, ocupação e colonização de Cabinda é o sinal mais expressivo da falta de sensibilidade, de vontade e de capacidade política de o governo de Angola para dirimir a bem e à contento do povo de Cabinda.

O governo de Angola liquidou e enterrou o Memorando de Entendimento,  um simulacro de negociações políticas que serviram apenas iludir a sempre ingénua e cúmplice comunidade internacional no que tange ao problema de Cabinda.

Segundo o governo de angola e os seus estrategas, agentes e avençados externos de Angola o problema de Cabinda só merece uma solução social e sem dignidade política (mais camas e mesa e um estatuto especial ou uma autonomia sem conteúdo político ocupadas e tuteladas pelos  militares e pela polícia política ). É injusto, inaceitável e indigno á luz do Tratado de Simulambuco assinado entre Cabinda e Portugal em 01 de Fevereiro de 1985 reconhecido pela Conferência internacional de Berlim.

Nesse sentido Portugal, angola e a comunidade internacional nunca estiveram à Altura das legítimas exigências e aspirações de liberdade e de independência do território de Kabinda e sobretudo das suas responsabilidades políticas em relação Cabinda.

Para fazer a quadratura do Círculo ou do Circo Portugal e Angola insistem em permanecer no erro político e de em promover o isolamento internacional de Kabinda e da Frente de libertação do estado de Cabinda ao mesmo tempo que multiplicam esforços para delapidar os recursos estratégicos de Cabinda, apoucar as suas gentes, os seus líderes dirigentes políticos, cívicos e eclesiásticos, marginalizar o povo de Kabinda da pujante economia do petróleo, promover a precariedade e o subdesenvolvimento estrutural e crónico do território de Kabinda, transformado numa prisão secreta e a céu aberto, sempre em estado de sítio não declarado, pior em estado de conflitualidade e de guerra permanente sem perspectivas de evolução positiva e construtiva.

 

 

FLEC

CONSELHO NACIONAL DO POVO DE KABINDA

A COMISSÃO EXECUTIVA

 

O PRESIDENTE

 

Stephane Barros