GUANTANÁMO (CUBA) OU AS RELÍQUIAS DA GUERRA FRIA, ANALOGIAS E DIFERENÇAS O DESAFIO DE ANGOLA E DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
Angola certamente apoia a devolução da ilha de Guantánamo á Cuba de el presidente Raúl Castro (o reformador), sucessor de Fidel Castro (este último que projectou tropas para Kabinda no processo de ocupação e  colonização angolana de Cabinda.) Cuba apoiaria sem hesitar a retirada de Angola de Kabinda pois,  em ambos os casos  estamos em presença de causas justas e legítimas dos respectivos povos ( Cuba e Cabinda). É uma questão de fundo dos direitos humanos e dos povos.

Recorde –se oportunamente o paradoxo ridículo da parceria criminosa colonial, e colonialista internacional criada em volta de Cabinda e das plataformas do petróleo de sangue de Cabinda, em que as tropas cubanas vigiavam e garantiam a segurança e a protecção das explorações, enquanto os Yankees bombeavam á todo o vapor o petróleo de Kabinda  sem prestar contas nem beneficiar o desenvolvimento de Cabinda, e as tropas angolanas se encarregavam de dizimar as populações de Kabinda e a sua resistência político – militar, hoje cristalizada na Flec apoiado pelo conselho nacional do povo de Cabinda ( Nkoto – Likanda ) e o Movimento Nacional de Kabinda ( movimento independentista de Kabinda) que  o governo angolano hostiliza  por  apresentar – se ao povo de Kabinda e à comunidade internacional como a referencia de unidade, credibilidade e da verdade da resistência patriótica de Cabinda, que se bate por uma transição  política internacional em Cabinda.

Presentemente, os presidentes  Raul Castro (Cubano) e Barack Obama ( Estados Unidos  de América) levam a cabo e com a seriedade requerida um processo de negociações, pacíficas, sérias e com credibilidade internacional.

Pode a Angola do presidente José Eduardo dos Santos aceitar  o desafio de encetar negociações sérias, pacíficas  credíveis e transparentes para fechar o vergonhoso  dossier de Cabinda, resolvendo a bem e a contento dos povos de Cabinda ( Macongo, Mangoio, e Maluango) para alívio de Portugal, de sí mesma ( angola)  pela culpa e responsabilidade política e criminal na desgraça política e drama económico e social que se abate em Cabinda e que o pacto ou parceria estratégica do silêncio, de sangue e de morte que condena Cabinda  e a Flec ao ostracismo por ter assinado o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro de 2015, em defesa da sua identidade política que angola dita progressista do mpla esmaga no altar dos interesses pessoais e privados, capitalistas, neoliberais e marxistas….deixando Cabinda e os Kabindas ao   abandono total. É indigno e indefensável.

A Flec conselho nacional do povo de Cabinda ( Nkoto – Likanda) exige para Cabinda um processo pacífico e digno limpo do ponto de vista do direito público internacional e da democracia obviamente o fim do conflito conflito militar no território ( protectorado de Cabinda) ocupado em 1974 na sequência dos acordos de Alvor de 15 de Janeiro de 1975 , no âmbito da guerra  fria. Não é pedir demais. O povo de Cabinda e a Flec Conselho nacional do povo de Cabinda exigem justiça política e segurança do processo internacional, pacífico de negociações sérias e credíveis, a retirada de angola de Cabinda e não clemência para os oprimidos e favores sociais para certos e determinados amigos do regime de ocupação de Cabinda que.

Cabinda, 03 de Fevereiro de 2015.

A DIRECÇÃO POLÍTICA NACIONAL

Flec – Conselho nacional do povo de Kabinda

Movimento Nacional de Kabinda

Movimento independentista de Cabinda

Presidente Executivo

Stephane Barros