por ocasião dos dias 02/03/04 de Agosto, datas do aniversário da fundação da Flec, em Ponta Negra (República do Congo), com o projecto de libertação nacional de Cabinda.
A FLEC / CNPC É O REFERENCIAL POR EXCELENCIA DA RESISTENCIA E DO FUTURO DE CABINDA BEM COMO UM VALOR SEGURO E ATIVO PARA A UNIÃO , A VISÃO E A ESTRATÉGIA COMUM DE LIBERTAÇÃO DE CABINDA OS SACRIFÍCIOS DO POVO DE CABINDA DEVEM FAZER SENTIDO NO PROCESSO DE TRANSIÇÃO PARA A LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA DE CABINDA Defendemos, para o diferendo de Cabinda, uma resolução / solução política internacional em lugar de uma mera pacificação militar ( solução interna )

Povo de Cabinda, Compatriotas, Combatentes e resistentes da Flec / Fac Combatentes e resistentes da Flek Combatentes e resistentes da Flec Patriótica Distintos membros da Sociedade civil e da Igreja patriótica de Kabinda Dirigentes e quadros de Cabinda Mulheres de Cabinda, Juventude patriótica e esclarecida de Cabinda

Distintos membros do Conselho nacional do povo de Cabinda (Nkoto – Likanda) Amigos de Cabinda, Volvidos 49 anos desde a fundação do nosso movimento independentista a Frente de Libertação do enclave / estado de Kabinda, o percurso e a trajectória da resistência e da revolução do povo de Cabinda, em defesa dos direitos fundamentais e interesses supremos (a dignidade e a verdade histórico – jurídico - política) do povo de Cabinda, plasmado de forma inequívoca no Tratado de Simulambuco, não atingiu ainda os seus objectivos. Perante esta constatação e feito o balanço global e perspectivando o futuro e o novos horizontes e caminhos para a sagrada resistência em busca da nação livre, soberana e independente de Cabinda, de acordo com o (Novo) Projecto para Cabinda, da Flec apoiado pelo Conselho nacional do povo de Cabinda. Vale a pena resistir para existirmos. Perante o contexto e a actualidade internacional marcada pela atitude de resignação da comunidade internacional face à guerra da Ucrania, à ocupação da Crimeia pela Rússia que enquanto União Soviética apoiou e continua a apoiar decisivamente a anexação e, ocupação, colonização e exploração do homem pelo homem ( de Cabinda pelo regime de angolano do Mpla) do conflito na Palestina ocupada, a indefinição e hesitação na Síria, e pela visita a Timor Leste das autoridades máximas de Portugal ( o presidente Cavaco Silva e o primeiro Ministro Pedro Passos Coelho,  a Frente de Libertação do Estado de Cabinda lembra que o processo da emancipação política de Cabinda não deve ser deixado para trás conforme os planos do mpla  e da sua angola terrorista e ocupante de Kabinda.

Mais, a Flec alerta para o perigo que constitui a paz mundial (e particularmente para a paz na região da Africa central) a atitude de resignação e de inércia perante factos consumados que constituem claras e objectivas violações dos direitos humanos e dos povos e flagrantes e indesmentíveis crimes internacionais que exigem uma atitude musculada, séria e credível da Comunidade Internacional sobretudo no caso do protectorado de Cabinda onde o balanço e as responsabilidades militar e política da ocupação do território. Impõe – se a necessidade e a exigência de iniciar um novo ciclo, um ciclo de mudança estrutural que traga confiança e esperança e que não comprometa as linhas orientadoras e ideológicas e políticas ou seja um ciclo que renove e reforce o compromisso nacional de libertação e de emancipação política total e completa do território / protectorado de Kabinda o 39 º território a descolonizar de acordo com o programa de descolonização de África, segundo as resoluções da Cimeira de Cairo, da Organização para a unidade Africana, Hoje União Africana, infelizmente vilipendiados e traídos pelos inícuos Acordos de Alvor de 15 de janeiro de 1975, no seu artigo 3º que se refere á Cabinda “ …. E neste contexto Cabinda faz faz parte integrante de Angola”. Esta referência só foi colocada no texto porque os signatários dos referidos acordos (Portugal, Mpla, Fnla e a Unita) tinham plena consciência de que estavam a cometer deliberadamente (dolosamente) uma fraude jurídica e um crime político.

O crime de anexação ilegal (do ponto de vista da Constituição portuguesa em vigor) e ilegítima (do ponto de vista do Tratado de Simulambuco) de Cabinda no território de Cabinda, nas costas ou à revelia do povo de Kabinda, e da Flec.

Essa é a razão do silêncio envergonhado de Portugal e do radicalismo retrógrado e culpado do mpla, da sua angola e da sua democracia colonialista e apartador do mpla em Cabinda, onde a ocupação militar e a solução militarista dita pacificação militar, envolta num clima de conflitualidade social e política, de guerra, terror, de exploração e de violação permanente dos direitos humanos e num estado de sítio perante não declarado das forças de segurança, policiais e do exército de ocupação angolanas do território de Kabinda. Este estado de coisas da “normalidade colonial e democrática” angolana em Kabinda, a que se juntam a vergonha do triste e inconsequente memorando de entendimento para a paz em Cabinda, a diplomacia do petróleo de sangue de Cabinda, na União Africana, na União Europeia e nas Nações Unidas continua a ser o único factor de bloqueio do processo político de Cabinda e impulsionador da legítima e esclarecida resistência liderada pela Flec relevante, credível, esclarecida e sobretudo descomprometida com as forças internas e externas negativas, demissionárias e obscuras.

O povo de Kabinda não desiste da sua liberdade, dignidade política (auto- determinação política e económica), independência  consequente desenvolvimento e progresso política e nesse sentido  o seu legítimo e histórico representante, a Frente de libertação do estado / enclave de Kabinda.

Povo de Cabinda e amigos, Desde de o ano passado que decidimos assumir a responsabilidade e o compromisso patriótico de dar uma nova liderança, uma nova direcção, um novo rumo, sentido e estrutura na organização e no processo de Cabinda, e separar o trigo do joio no quadro interno da organização tal como separar geo – politicamente Cabinda de Angola. O povo de Cabinda e a Flec o seu legítimo e histórico representante não reconhece nem tem que reconhecer a soberania angola imposta pela força das armas e das fraudes eleitorais e eleições ditas justas e livres em território ocupado onde a democracia angolana da ocupação amordaça o povo de Cabinda e persegue os seus dirigentes, quadros e líderes.

A resistência activa mantém -se actual e justificada e a Flec apoiada pelo conselho nacional do povo de Cabinda, e liderada pelo Presidente Executivo, Stephane Barros, declara que juntos e de pé, para sempre e até à vitória final, resistindo com critério e com o discurso adequado e a acção actualizada e eficaz, e defendendo o diálogo internacional para Cabinda, temos a missão civilizacional e sagrada, de derrotar a ocupação em nome do petróleo, terrorista e colonialista angolana do protectorado de Cabinda, as terras do reinos do Maluango, Makongo e Mangoio. O Reino Unido de Kabinda.

A Direcção Política da Flec / Conselho Nacional do povo de Cabinda (a NCpp/N) reafirma a sua posição de defesa e de apoio intransigente e exigente do legítimo e imprescritível direito de Cabinda à assumir os seus destinos no âmbito de uma nação livre independente e soberana. Nesse sentido a próxima reunião da Direcção política irá trazer mais esclarecimentos sobre a posição política actual da Flec apoiada pelo Conselho nacional do povo de Cabinda, sempre consistente com a declaração unilateral da independência de Cabinda, feita nas instalações do Parlamento Europeu de Bruxelas a 4 de Fevereiro de 2011 sob a chancela do Conselho nacional do povo de Cabinda. Hoje por força de circunstâncias excepcionais que definem as prioridades do nosso processo e dinâmica de resistência em termos de estabilidade e credibilidade foi – me confiada a missão de liderar a mudança e os seus processos para salvaguardar a integridade e o prestígio do conselho nacional do povo de Cabinda, preservar a autenticidade e a essência do movimento independentista e do processo político de Cabinda, alvo de incursões hostis que visam desvirtuar a Flec e distorcer a verdade dos factos históricos e a realidade calamitosa (escassez, precariedade e insegurança) de Cabinda.

Esta direcção se compromete, identificados os problemas e os garotes do processo político de Cabinda colocados pelo mpla, a liderar com sentido patriótico e de estado, a mudança e os processos de gestão política da resistência, a credibilizar o novo discurso e implementar a agenda patriótica e independentista e a salvar o projecto de libertação nacional de Cabinda, o objectivo último da luta de libertação nacional de Cabinda e em última análise da Flec, fundada enquanto frente e/ou união, pelos seus pais fundadores, o falecido Luís de Gonzaga Ranque Franque (presidente), Nzita Henriques Tiago (vice – presidente) e Eduardo Sózinho (secretário – geral) a quem prestamos uma singela homenagem pelos serviços prestados á causa de Kabinda.

Povo de Kabinda, O diálogo com Angola, Portugal e ainda com a Comunidade internacional é, mais do que desejado, necessário e indispensável, acima de tudo urgente, porquanto a luta armada não é uma finalidade em si, para o efeito, é preciso que em Angola exista, por um lado um interlocutor válido e credível e por outro uma boa vontade política efectiva. Enquanto estes pressupostos não estiverem reunidos o processo e a dinâmica da resistência devem prosseguir imperturbável e sereno. Nesse sentido os apelos reiterados, a apologia, o discurso, espírito do diálogo e de consensos à margem do acordo patriótico de união no âmbito do Conselho nacional do povo de Kabinda (Nkoto – Likanda) se assemelham a um ruído tal como a propaganda do ocupante e o silêncio dos comprometidos. A Flec relevante não se deve deixar distrair, dividir e paralisar sob pena de estar a servir interesses privados e mesquinhos que não têm a ver com as orientações e as exigências de acção e de eficácia da luta. Deve estar focada no sentido de reforçar a acção da nossa Alternativa Patriótica representada pela união estratégica proposta no quadro do Novo Projecto para Cabinda, para uma mais e melhor resistência nacional contra o regime Angolano de ocupação do protectorado de Cabinda. E porque fazemos e marcamos a diferença naquilo que mais interessa do ponto de vista estrutural e estratégico para o furo da resistência contamos com o apoio maioritário, indefectível e patriótico do povo de Cabinda para balizar, projectar e estruturar o presente e o futuro de Cabinda, respeitando e honrando o nosso passado comum desde a assinatura do Tratado de Simulambuco.

O privilégio da unidade e da credibilidade Patriotismo, União e Unidade Esclarecimento e Solidariedade institucional Resistência e Independência.

VIVA A FLEC UNIDA

VIVA CABINDA UNIDA, LIVRE E INDEPENDENTE

VIVA O CONSELHO NACIONAL DO POVO DE CABINDA (NKOTO – LIKANDA)

Cabinda, 03 de Agosto de 2014.

FLEC

Conselho Nacional do povo de Cabinda/Kabinda (Nkoto – Likanda)

A Direcção Política

O Presidente Executivo

Stéphane Barros