A uma semana do veredicto do julgamento de José Marcos Mavungo, antigos membros da extinta associação Cívica de Cabinda Mpalabanda denunciam o incremento da perseguição por parte das autoridades angolanas contra activistas em  Cabinda.
O chefe do grupo parlamentar da Unita diz que vai interpelar o ministro do Interior e procurador geral da República para colocar fim a estes e outros actos de intimidação contra activistas de Kabinda. Os actos, segundo Alexandre Fernandes, activista e ex-membro da extinga associação visam intimidar todos aqueles que denunciam casos de violações de direitos humanos praticados pelo governo de Angola.
"Aqui em Cabinda a perseguição é uma coisa latente e está aí a qualquer momento e a toda a hora", denuncia Fernandes. A situação é constatada pelo líder do grupo parlamentar da Unita Raul Danda, para quem o regime tenta agora “conotar estes activistas a praticas de terrorismo e crimes contra a segurança do Estado, numa clara perseguição desenfreada as pessoas". Danda promete que o seu grupo parlamentar vai apelar as autoridades da justiça do país, para acabar com estas práticas. Recorde-se que o julgamento do activista José Marcos Mavungo, preso desde Marco por alegada tentativa contra a segurança do Estado,  conhece o seu resultado no dia 16 com a leitura da sentença.