PATRIÓTICA
E OS HERÓIS VIVOS E TOMBADOS PELA LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA 02 DE NOVEMBRO 1974

A Flec – apoiada pelo conselho nacional do povo de Cabinda (Nkoto – Likanda) lembrando a invasão angolana a 02 de Novembro 1974 e o início da luta armada a 08 de Novembro de 1975, e, assumindo oportunamente a direção e a liderança política nacional e patriótica (unida e esclarecida) da resistência de Cabinda (que não seja de facção nem isolada), informa.

1.Que esta plataforma política por um lado felicita o Reino da Suécia pelo reconhecimento do estado Palestiniano no dia 30 de Outubro de 2014 quando se debate o problema nas nações unidas e por outro reafirma o direito e o dever de resistência, sem nunca desistir da legítima defesa integral dos direitos e interesses supremos do povo de Cabinda da agressão, anexação, ocupação e colonização de angola desde 02 de Novembro de 1974 consumada a 15 de Janeiro de 1975,em alvor, bem como não abdica do direito inalienável e imprescritível do povo de Cabinda de dispor do seu destino, da luta, da resistência. Do mesmo modo e com a maior determinação rejeita e não se submete ao Fórum Cabindês para o diálogo nem se adere ao memorando de entendimento, muito menos à dissolução do movimento independentista de Cabinda (Flec) e à esvaziamento do Tratado de Simulambuco de 1º de Fevereiro de 1885 entre Portugal e Cabinda.

2.Que a organização não reconhece a soberania de angola imposta pela força das armas no território de cabinda e defende com toda justiça, clarividência e objectividade um processo de paz justa, independentista e com garantias internacionais para o território ocupado de Cabinda e conversações ou negociações políticas abertas, inclusivas e abrangentes com angola no quadro da declaração de Lisboa de 21 de agosto de 2014. Ela entende que a comunidade internacional ao considerar angola como um estado de direito democrático, deve para ser coerente e justa exigir senão impor uma solução democrática para Cabinda que não passa por eleições angolanas no território ocupado de Cabinda, mas, por um processo de diálogo sério, credível e pacífico que conduza à uma transição política internacional e independentista para o povo de cabinda que se encarregue da devolução de poderes de soberania ao território de Cabinda e a Flec / Cnpc- Nkoto / Likanda e à retirada do exército angolano de ocupação de Cabinda àte de 2017.

3.Que o povo de Cabinda foi quem pagou e continua a pagar o preço elevado do radicalismo ideológico – político – militar do mpla do conflito, da guerra, da paz armada e da reconstrução de angola e do empobrecimento deliberado, estrutural, colonial e colonialista do regime terrorista angolano do mpla que, há 40 anos a esta parte, subjuga e deprada Cabinda, o território ocupado onde o terror, a impunidade e repressão são as políticas de estado de eleição para manter o controlo de Cabinda sob o disfarce de uma democracia que não reconhece ao Povo de Cabinda os direito democráticos à livre circulação, expressão e à associação, rejeita negociações na base do memorando de entendimento do Fórum Cabindês para o diálogo (um ovo podre que não pode ser susceptível de ser consumido nem gerar outra vida) por ter partido do pressuposto da dissolução da frente de libertação do estado/enclave de Cabinda.

4. Que este movimento independentista, sinalizou clara e objetivamente ao país e ao mundo, em Fevereiro de 2011 quer na União (Parlamento) Europeia quer nas Nações Unidas e na União (Comissão) Africana que direito do povo de Cabinda não deve ser degradado e diluído num memorando de entendimento que apenas serviu interesses colonialistas de angola em Cabinda e interesses privados de certos cabindas, pelo a sua direcção e liderança política de cariz nacional, não avaliza processos políticos (kafkianos/ out of international standards/ fora dos padrões internacionais) para Cabinda cujo projeto de liberdade merece e exige dignidade nacional (Angola /Cabinda), institucional (Flec) e internacional.

5. Que no mínimo angola e a comunidade internacional deveriam, como pre- condição, reconhecer formalmente e não apenas manhosa, tácita e oficiosamente a Flec, como único representante histórico e legítimo do povo de Cabinda. Nesse sentido tem legítimas, fundadas e absolutas reservas quanto ao alcance e á eficácia política do processo secreto em curso que vai transformar Cabinda numa Palestina de meias tintas arrastada numa interminável violência e sem clarificação política definitiva nem ação efetiva por parte da comunidade internacional.

6. Que a Flec – conselho nacional do povo de Cabinda está ciente da necessidade e da urgência do diálogo entre Cabinda (Flec) e Angola (mpla) desde que este cumpra determinados pressupostos de responsabilidade, abrangência, reconhecimento e transparência e que este movimento independentista apela, na hora da verdade, ao povo de Cabinda à união patriótica e à resistência total e em absoluto contra mais um novo processo à margem do conselho nacional e para que rejeite o actual processo secreto de negociações já em curso, da Flec Fac (família Henrique Nzita Tiago) sem o envolvimento de todas as partes interessadas de Cabinda, encenado pelo presidente angolano José Eduardo dos Santos sob a falsa capa ou cobertura do falido Fórum Cabindês para o Diálogo (le dindon de la farce). Afinal há alternativa, e que mesmo esta, não passa de um outro embuste político que não credibiliza a Flec nem dignifica o povo e o território de Cabinda, porque não vai ao fundo do problema ( o direito ao exercício da auto – determinação do povo de Cabinda)

7. Em consequência de tudo quanto acima fica exposto o Flec apoiada pelo Conselho nacional e o povo de Cabinda (a maioria silenciosa) entende prosseguir a busca da solução política para o conflito, a guerra, e o processo de negociações noutro paradigma de resolução de conflitos de soberania, como seja a intervenção das nações unidas, tal como sucedeu em Timor Leste, no Sudão do sul e esperamos na Palestina, terminando com uma palavra de apreço e de encorajamento para à resistência armada do povo de Cabinda agora transferida para o comando das Forças Armada do parlamento de Cabinda (Fp) ou forças patrióticas e outra de esperança e de confiança para o povo de Cabinda e para todas as sensibilidade que aderem e integram o Conselho nacional do povo de Cabinda (Nkoto - Likanda).

Liderança, Resistência e Responsabilidade

Cabinda, 02 de Novembro de 2014

FLEC

CNPC/ NKOTO - LIKANDA

COMISSÃO EXECUTIVA (GOVERNO DE CABINDA NO EXÍLIO)

DEP. COM.E TEC. INFO / MOBILIZAÇÃO E PROPAGANDA

E. NGUIMBI