acompanhou com particular interesse, atenção e com a devida preocupação a intervenção do Líder e Presidente da Unita S.E. o senhor Isaías Samakuva  no Parlamento Português.

E, reagindo, por ocasião e sobretudo  em conformidade com o que se prende com a transparência dos processos políticos em Angola e Cabinda, a direcção política da Flec apoiado pelo conselho nacional do povo de Kabinda, informa que:

1.O que se exige de Angola e da comunidade internacional é a Transparência, a objectividade e a credibilidade  democrática  e internacional em todos processos   a saber histórico jurídicos políticos, económicos, judiciais,eleitorais e socio-culturais.

2. A Flec defende o Tratado de Simulambuco e a transparência no processo de resolução   pacífica  do conflito de Cabinda cuja solução  ainda está num impasse total em virtude do silêncio e silenciamento organizado em torno do crime político-jurídico e internacional de ocupação,anexação de Kabinda nos Acordos não transparentes de Alvor de 1975,
3. O Memorando de Entendimento assinado com António Bemto Bembe não resolveu o conflito por ter sido manipulado e imposto  ao Forum Cabindês pelo pelo povo de Cabinda e pela a Frente de libertação do estado/ enclave de Cabinda e ainda pela igreja de Cabinda e a Sociedade Civil.

 

4.A Flec Conselho nacional do povo de Kabinda exige transparência e justiça democrática nos processos violação dos direitos Humanos em Cabinda , designadamente no actual processo ( kafkiano) em curso movido injustamente contra o Activista Marcos Mavungu e o Advogado Arão Bula Tempo.

5. Em e para Kabinda , A Frente  de libertação do estado / enclave de Cabinda exige negociações  internacionais para credibilizar o processo político de Cabinda e a necessária e exigente transição política naquele território ocupado e Anexado por angola onde os direitos humanos são sistemática e gravemente violados por Angola com a cobertura da impunidade que a comunidade internacional garante a Angola na matéria de Kabinda.

6.Que o dever e o direito de indignação e de resistência do povo de Cabinda para promover a sua  identidade política e cultural face ao actual estado de ocupação e de sub -desenvolvimento é imprescritível.

7. A Flec exige um processo abrangente e inclusive ( que não exclua os independentistas da Flec não agraciados pelo pelo regime de ocupação)  urgente de dignificação política e sócio-económica do território de Kabinda, encoraja uma solução intermédia, transitória mas credível e efectiva..

Flec Conselho nacional do povo de Kabinda

Cabinda, 29 de Março de 2015

 

A direcção política

O Presidente Executivo

 

Stéphane Barros