UMA INSTITUIÇÃO, UMA AUTORIDADE, UMA REFERENCIA,UMA IDENTIDADE E UMA PRESENÇA POLÍTICA HISTÓRICA E INCONTORNÁVEL DA LUTA PELA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA (AUTO – DETERMINAÇÃO E INDEPENDENCIA) E P/ O FUTURO DE CABINDA (RESISTENCIA, DIÁLOGO PACÍFICO EINTERNACIONAL, INDEPENDENCIA, DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO) O povo de Kabinda não pode, não vai nem deve de resignar ou se conformar. Deve sim resistir sem desistir de denunciar e combater a ocupação e a colonização angolana.A Flec enquanto voz autorizada e legítimo representante do povo de Kabinda está na Linha da Frente pese embora os bloqueios e condicionamentos de vária ordem impostos pelos agentes da ocupação e não vai avalizar negociações e conversações da ocupação.

Desde a invasão, ocupação e colonização de Kabinda em 1974 que o registo de ocupação e opressão militar, de retrocesso civilizacional, e de desinvestimento, de delapidação dolosa e criminosa, de empobrecimento programado e estrutural de Cabinda se acentua. O ciclo de empobrecimento galopante e sem perspectivas de inversão de rumo.

Em Kabinda só há lugar para investimentos militares e policiais para incrementar a crispação política, a depredação dos recursos estratégicos de Kabinda, a destruição, do património cultural, religioso, económico, social, para aumentar a opressão, a repressão, o desemprego, a deslocalização dos centros de decisão, Em suma a ocupação e a alienação política.

Angola na questão de Cabinda assume – se, e, se orgulha disso, como um estado pária ou falhado e terrorista. Sem capacidade nem vontadepolítica de construir uma solução pacífica que respeite os interesses e os direitos fundamentais do povo de Cabinda.

A democracia angolana, tal como o estado, é também ela falhada sobretudo em Cabinda onde assume dimensões inacreditáveis, na medida em que reprime todas as os direitos e liberdades de á vida, á livre expressão, à livre circulação, à livre associação, à escolha política e económica.

Nesse sentido Cabinda só tem futuro civilizado com a Frente de Libertação do estado de Kabinda / Conselho nacional do povo de Cabinda que luta e resiste em legítima defesa da Causa da emancipação política do povo de Cabinda, que se recusou e bem de avalizar o Memorando de Entendimento de Bento Bembe, que o governo de Angola se encarregou de secar e enterrar e bem, como prova provada e irrefutável da insensibilidade, da incapacidade e de Angola, o ocupante e a única parte negativa do conflito nascido do desrespeito e incumprimento do Tratado de Simulambuco parte de Portugal, de Angola e da comunidade internacional, o maior escândalo político – financeiro internacional melhor maior crime histórico e político - financeiro de que há memória em Africa, com custos políticos, financeiros e humanos avultados.

A Flec dá sentido, estrutura e dimensão ao futuro de Cabinda assente na verdade histórica e na vontade de liberdade e de desenvolvimento total do povo de Cabinda. Tudo o resto é espuma e tentativas de encobrir, branquear e de premiar uma ocupação colonial, colonialista e terrorista efectiva de Cabinda por angola, a pátria “amante da Paz e solidária com os povos oprimidos”, mas que oprime o território de Cabinda.

Cabinda, 21 de março de 2014.

FLEC

CONSELHO NACIONAL DO POVO DE KABINDA

 

COMISSÃO EXECUTIVA

DCTI / M&P