A conferência internacional sobre o futuro da Somália, da qual participam representantes de 40 países, começou nesta quinta-feira em Londres com o objetivo de encontrar medidas contra as ameaças do terrorismo e da pirataria.


Realizada no palacete de Lancaster House, a conferência conta com a participação de organismos multilaterais como o Banco Mundial, organizações africanas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, além de ministros das Relações Exteriores de vários países, e outras autoridades como a secretária de Estado americana Hillary Clinton.


Além do terrorismo e da pirataria, os participantes esperam estabelecer ao longo do dia iniciativas para promover a transição política no país após anos de guerra civil e crise de fome. No fim da conferência, os participantes devem divulgar um comunicado conjunto em entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília).


Também estará presente o primeiro-ministro somali, Abdiweli Mohamed Ali, que declarou à emissora BBC que espera que da cúpula surja uma espécie de "Plano Marshall" que faça a Somália voltar "a ter paz, estabilidade e normalidade".


A agenda para a reunião é ampla e são esperados acordos em vários pontos, entre os quais o financiamento para a educação, a saúde e as forças da ordem no país, além de uma decisão a favor de apoiar economicamente o aumento dos efetivos da missão da União Africana na Somália (Amisom).


Os assuntos que mais preocupam a comunidade internacional são a pirataria somali no Chifre da África e a ameaça de terrorismo por parte da milícia Al Shabaab, que controla parte do país.


O Reino Unido tem interesse em neutralizar o risco de terrorismo, já que sente que sua própria segurança nacional pode ser ameaçada. Londres espera que na conferência sejam fixados mecanismos para dificultar os movimentos dos terroristas, tanto os físicos quanto os de seus ativos financeiros, e que a cooperação sobre segurança aumente