Mudanças climáticas, crise dos refugiados, imigração e gueras foram temas comuns tratados pelos dois líderes.

No seu primeiro evento público nos Estados Unidos, o Papa Francisco enfatizou na manhã desta quarta-feira, 23, a urgência da implementação de uma agenda ambiental e pediu por uma comunidade mais justa. Recebido pelo Presidente Barack Obama e sua família nos jardins da Casa Branca, numa cerimónia para 15 mil convidados, o Pontífice fez ainda referência aos imigrantes e abordou indirectamente a retomada das relações entre Cuba e EUA. Obama, por sua vez, afirmou que a visita de Francisco não era importante apenas para os 70 milhões de católicos do país, mas para todos, devido à mensagem de humildade e caridade que o chefe da Igreja Católica inspira. Ele agradeceu a Francisco o “suporte inestimável” na reaproximação do país com a ilha caribenha, sugerindo que o histórico degelo pode melhorar a vida do povo cubano. “Sua Santidade lembra a todos nós que a mais importante mensagem do Senhor é a misericórdia. Esta mensagem chega com empatia e realmente abre corações, dos refugiados que fogem da guerra nos seus países, aos imigrantes que deixam as suas casas em busca de uma vida melhor. Isso significa compaixão e amor para os marginalizados”, reiterou o Presidente americano. Obama agradeceu a visita do Papa aos Estados Unidos e disse que a voz de Francisco contra todo tipo de guerra é fundamental nos dias de hoje. O Presidente ressaltou ainda a importância do Pontífice na agenda ambiental Num discurso de nove minutos, o Papa começou por falar dos imigrantes e enfatizou o enfrentamento das mudanças climáticas, tema que defendeu como prioritário para as novas gerações: - Como filho de uma família de imigrantes, estou feliz de ser um hóspede neste país, que foi em grande parte construído por essas famílias”, disse o Pontífice, para reiterar “que as mudanças climáticas são um problema que não pode mais ser deixado para as gerações futuras”. Francisco citou Martin Luther King, e convocou os católicos dos Estados Unidos a buscarem uma comunidade mais justa. Ele se referiu implicitamente à retomada das relações entre Cuba e Estados Unidos, processo pelo qual ele foi mediador, ao saudar os recentes esforços para “reparar as relações rompidas” e “abrir novas portas de cooperação” na humanidade. Depois da Casa Branca, o Papa participou numa parada no National Mall, no centro de Washington, antes de se reunir com os bispos. À tarde, ele vai presidir à cerimónia de canonização de Junípero Serra.