Ucrânia coloca exército em alerta e Senado russo aprova envio de tropas para o país vizinho.x

O presidente norte-americano Barak Obama falou durante uma hora e meia com o seu homólogo russa Vladimir Putin e na conversa disse que a presença e tropas da Rússia na Ucrânia é "uma clara violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia". Obama lembrou também que tal acção que constitui "uma quebra do direito internacional" e exigiu a saída das tropas russas.

O Presidente dos EUA pediu uma "diminuição das tensões" através do regresso das forças militares às bases na Crimeia e garantiu que reconhece "os laços culturais e históricos profundos" que ligam os dois países. Do seu lado, Putin alertou para "as acções provocatórias e criminosas dos ultra-nacionalistas, encorajadas pelas actuais autoridades em Kiev", e afirmou que "existem ameaças reais à vida e integridade física dos cidadãos e compatriotas russos no território ucraniano".

"Se a violência se espalhar nas regiões do Leste da Ucrânia e na Crimeia, a Rússia reserva o direito de proteger a vida dos falantes de russo", afirmou Putin, de acordo com o Kremlin.
Entretanto, no terreno, a Ucrânia colocou as suas Forças Armadas em alerta de combate completo neste sábado e avisou a Rússia de que qualquer intervenção militar no país poderá levar a uma guerra.
Após uma reunião de mais de três horas com chefes de segurança e defesa, o presidente interino do país, Oleksander Turchinov, disse que não há justificativa para o que chamou de “agressão russa” contra o seu país. De pé ao lado de Turchinov, o primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, revelou ter pedidi à Rússia que recuasse as suas tropas para a base na região da Crimeia durante uma conversa por telefone com o premiê russo, Dmitry Medvedev, e pediu negociações.
Também hoje, 1, o Senado russo aprovou a proposta do presidente Vladimir Putin para enviar tropas russas à Ucrânia.

O Conselho da Federação apoiou com ampla maioria a proposta para usar "as Forças Armadas da Federação Russa no território da Ucrânia até a normalização da situação sociopolítica naquele país". Já depois de conhecido o pedido para envio de tropas para a Ucrânia feito ao Parlamento russo pelo Presidente, Vladimir Putin, o Reino Unido pediu uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a segunda em dois dias, a realizar ainda hoje. Por seu lado, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia marcaram para segunda-feira um encontro em Bruxelas.
Citado pela agência ucraniana Interfax, Andry Deschitsia, ministro interino dos Negócios Estrangeiro do novo poder em Kiev, anunciou na tarde deste sábado que também a NATO, Aliança Atlântica, marcou uma reunião especial sobre a Ucrânia para segunda-feira. Refira-se que vários países ocidentais e a União Europeia já condenaram a invasão russa
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