John Kerry está em Jeda onde manterá conversações com dirigentes de vários países Árabes chave e a Turquia.

Barack Obama discursando sobre estratégia para combater o grupo

O secretário de estado John Kerry está na Arabia Saudita na procura de apoio para a coligação contra os militantes extremistas do Estado Islâmico, depois do presidente Barack Obama ter prometido perseguir os extremistas onde quer que eles existam – incluindo na Síria.

Um alto responsável do departamento de estado disse que Kerry quer que sejam feitos melhores esforços para parar o fluxo de dinheiro enviado para grupos extremistas, e que uma coligação irá necessitar de uma base militar reforçada e voos de observação por forma a conduzir ataques aéreos. Na véspera de mais um aniversário dos trágicos ataques terroristas contra os Estados Unidos, o presidente Obama discursando ao país na noite de quarta-feira afirmou que não hesitaria em ordenar ataques aéreos contra o Estados Islâmico, na Síria, como parte de uma campanha alargada para reduzir e destruir aquele grupo terrorista. Obama sublinhou as contribuições de parceiros que estão a contribuir com informações, ajuda humanitária e aviões. O presidente Americano notou: “Esta não é apenas uma luta nossa. O poderio americano pode fazer uma diferença decisiva, mas não podemos fazer pelos iraquianos aquilo que eles podem fazer por eles próprios, nem podemos substituir os parceiros árabes em garantir a segurança na região.” E anunciou “que a América vai liderar uma coligação alargada para derrotar esta ameaça terrorista” depois de ter mantido consultas com os aliados e com o Congresso e depois de ter sido formado um novo governo no Iraque. Obama apresentou uma estratégia de quarto partes que incluirá atacar alvos do Estados Islâmico, envio de conselheiros militares para o Iraque. Mas sublinhou que não serão enviados soldados americanos. Incluirá também esforços para eliminar o financiamento ao grupo bem como o fluxo de combatentes estrangeiros para a região. Levará tempo para erradicar o grupo Estado Islâmico – recordou Obama descrevendo os militantes como um “cancro” que são “únicos na sua brutalidade…que executam prisoneiros…matam crianças…escravizam, violam e forcam mulheres a casar… e em actos de barbárie mataram dois jornalistas americanos – Jim Foley e Steven Sotlof.” O Estado Islâmico divulgou dois vídeos mostrando militantes a decapitar Foley e Sotlof afirmando que as suas mortes eram em retaliação pelos ataques aéreos americanos.Obama advertiu os que ameaçam a América “que não encontrarão céu seguro.”