Yoweri Museveni, 71 anos de idade, na tomada de posse, 12 de Maio 2016

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Kizza Besigye insiste na auditoria independente dos resultados das eleições.

Combater a corrupção e disciplinar os burocratas ineficientes são as promessas que Yoweri Museveni fez hoje ao tomar posse, pela quinta vez, como presidente do Uganda. Museveni disse que a ineficiência dos burocratas frustrou muitos investidores. Antes e durante a tomada de posse, as autoridades bloquearam o acesso ao Facebook, Whatsapp e outras redes sociais, o mesmo que haviam feito em Fevereiro no decurso das controversas eleições. As autoridades de telecomunicações disseram que a medida foi solicitada pelos serviços de segurança para evitar que os terroristas se aproveitassem da cerimónia de tomada de posse. No dia da tomada de posse, a baixa de Kampala era dominada por uma forte presença policial, depois de tumultos entre apoiantes do líder da oposição, Kizza Besigye, e a polícia, na quarta-feira, 11. Besigye, desafiou a prisão domiciliária e foi à rua, tendo atraído centenas de apoiantes. Após a sua detenção, o Fórum para a Mudança Democrática, seu partido, realizou uma cerimónia de tomada de posse alternativa, proclamando-o “presidente do povo”. Oficialmente, Museveni venceu as eleições com 60 por cento de votos, mas Besigye, que ficou em segundo lugar, exige uma auditoria independente. Museveni, no poder desde 1986, é elogiado por ter restaurado a ordem depois de anos de caos no Uganda. Mas é criticado por não acabar com a corrupção numa economia que não responde às necessidades da crescente população; e por usar a métodos repreensivos contra o dissidentes.