Director executivo da Câmara de Comércio Estados Unidos/Angola falava sobre os actuais custos de produção do petróleo.

O director executivo da Câmara de Comércio Estados Unidos/Angola (USACC), Pedro Godinho, declarou sexta-feira, em Luanda, que muitas empresas estrangeiras poderão pensar em abandonar as actividades em Angola.

De acordo com a Angop, o responsável falava durante a 37ª edição do habitual First Friday club, cujo tema foi “O baixo do preço do petróleo, oportunidades de negócio/estratégia e perspectivas futuras da Total para o mercado angolano”.

Pedro Godinho disse que se a situação mundial não melhorar em termos do custo de produção do petróleo, e associado a esse factor estiver o impacto fiscal sobre as actividades petrolíferas, muitas empresas terão que ponderar a retirada das actividades no país.

Segundo o director executivo da USACC, é preciso fazer uma revisão na pauta fiscal para que alguns projectos possam tornar-se economicamente viáveis. Dando como exemplo blocos acima de 2,8 milhões de barris que não são explorados devido às altas obrigações fiscais.

Outra dificuldade sentida pelos produtores é a diminuição da capacidade dos blocos petrolíferos. Pedro Godinho afirma que é necessário começar a procurar novos postos de produção