FLEC CONSELHO NACIONAL DO POVO DE kABINDA

A NOVA ORDEM POLÍTICA P/ CABINDA KABINDA E NA FLEC

O NOVO PROJECTO PARA CABINDA É UM COMPROMISSO PATRIÓTICO  NACIONAL , UM DESAFIO EXIGENTE E UMA APOSTA PARA GANHAR

(o privilégio da razão e da credibilidade)

Com o advento,em 2006 na Holanda, do Conselho nacional do povo de Cabinda, centrado na visão comum e na união estratégica das partes integrantes, do movimento independentista de Kabinda, com destaque no principal e histórico protagonista da resistência de Kabinda contra a ocupação angolana, a saber a Frente de libertação do estado de Cabinda(Flec) se estrutura hoje numa lógica de vanguarda,de coerência e de pro- actividade na defesa em termos actuais e modernos da essência do Tratado de Simulambuco. Este Tratado é o referencial político e a coluna vertebral do ideário político da luta pelaauto – determinação do território de Cabinda anexado, ocupado e colonizado por Angola. Hoje a Flec se estrutura e se organiza no âmbito do Novo Projecto para Cabinda, um projecto que se quer patriótico, inovador, abrangente, inclusivo e obviamente independentista que se demarca dos roteiros tradicionais da resistência e do modelo de conversações ou negociações de que o memorando de entendimento para a paz e a reconciliação em kabinda é o expoente e o exemplo de um processo político muito mal sucedido e sobretudo indecente, inconsequente e ineficaz. O memorando de entendimento foi um simulacro de negociações,uma oportunidade deliberada e conscientemente traída e liquidada pelo Mpla. Foi e é demonstrativo da total irresponsabilidade e ausência de boa 
vontade político do Mpla e do ocupante angolano no que toca á sua obrigação total e absoluta de se retirar de Cabinda. Aquí temos mais uma justificação e (mais) um argumento á favor da Causa e da resistência de Kabinda, protagonizada pela Flec e não só. A nova ordem política inaugura uma nova era, uma nova liderança patriótica, com carisma, seriedade política esclarecimento e credibilidadeque busca a concertação nacional, valoriza e privilegia a união e a solidariedade nacional na realização do projecto de libertação nacional de Kabinda, invocando sempre o direito inquestionável do povo de Cabinda á legítima defesa perante a agressão, anexação, ocupação, colonização, opressão e o estado de emergência e de sítio permanentesnão declarados que o caos e a hecatombe que aindependência de Angola e ocupação angolana representam em Kabinda. A nova ordem se reflecte na nova estrutura da Frente de Libertação do estado de Kabinda que projecta confiança e se propõe honrar o Tratado de Simulambuco e a legítima e heróica de resistência independentista do povo de Kabinda bem como defender sem hesitação o diálogo internacional e independentista contra os diálogos integracionistas de que o memorando de entendimento é o exemplo mais indigno e o expoente da incapacidade política da democracia de Angola de resolver com justiça o problema da ocupação de Cabinda. O povo de Cabinda não aceita, repudia com toda a energia a política de estado, do facto consumado, da ocupação militar imposta, da indignidade política, da pobreza extrema, da precariedade social, empresarial e económica, da corrupção institucionalizada, da violação sistemática dos direitos humanos e do povo de Cabinda, do saque organizado, tudo fruto da ocupação e da opressão e da repressão angolanas. A Nova ordem política para Kabinda, é um novo quadro de resistência nacional, cujos elementos, traços, valores, propostas, princípios essenciais e objectivos estão plasmados no Novo projecto para Cabinda, que projecta por um lado, a derrota definitiva da actual ordem colonial e colonialista do regime de ocupação angolana do território de Cabinda e por outro a plena emancipação política de Cabinda, pela independência do território, antigo protectorado de Portugal.

 

Cabinda, 13 de março 2014

 

A direcção política

 

O presidente executivo

 

Stephane Barros NaveckaUtalyana