UNITA justifica voto contra. "Porque é que se acredita no que se diz lá fora?", interroga deputada do MPLA
A resolução do parlamento angolano condenando o parlamento europeu por ter criticado a situação dos direitos humanos em Angola foi publicada esta semana no Diário da Republica de Angola A resolução é uma resposta  em resposta ao PE que a 10 de Setembro aprovou um documento a acusar o que chamou de tentativas do Governo angolano de restringir as liberdades de imprensa, de expressão e reunião.    Na resolução do parlamento angolano publicada no Diário da República  a legislatura angolana  classifica a resolução do parlamento europeu de 10 de Setembro como "um acto unilateral, destituído de qualquer legitimidade para com o Estado angolano e em particular com a Assembleia Nacional, legítima representante e defensora de todos os angolanos". O parlamento angolano disse que  a resolução do Parlamento Europeu (PE),  visa denegrir a imagem e o bom  nome do Estado angolano.                                                  A resolução da Assembleia Nacional foi aprovada por 145 votos a favor, todos da bancada do MPLA,  27 votos contra e duas abstenções. O deputado da UNITA José Pedro Kachiungo disse que o seu partido votou r contra a resolução porque a bancada do MPLA não quis discutir as alegações feitas pelos deputados europeus. Guilhermina Prata presidente da comissão dos assuntos constitucionais disse por seu turno que o problema com a resolução do parlamento é que  como acontece muitas vezes se fazem afirmações  sem informações correctas.  “As fontes de onde provêm as noticias são as mais sensacionalistas e muitas induzem em erro quer eleitores quer deputados”, disse afirmando que no caso da resolução do Parlamento Europeu “constatou-se uma falta de informação”. “Oorque é que se há-de acreditar no que se diz lá fora?”, inerrogou                                Mas o deputado da UNITA José Pedro Kachiungo disse que o parlamento angolano “não devia preocupar-se em responder a uma resolução” que “não é vinculativa em relação ao estado angolano”. Mas, acrescentou, se o partido no  poder queria discutir o documento do Parlamento Europeu “então deveria discutir ponto por ponto”, incluindo as referências à corrupção e a supressão das liberdades e direitos dos angolanos. Devido à recusa do MPLA em fazer isso a UNITA tinha votado contra, afirmou.“Não podíamos dizer que não há corrupção”, disse.“ A violação dos direitos humanos é uma realidade”, acrescentou.