Artur Manuel do Carmo diz que a licença da referida obra não tem qualquer processo nos órgãos competentes. 
O administrador municipal de Kabinda desmentiu categoricamente que a demolição de um edifício  no centro da cidade de um dirigente do MPLA tenha sido a mando da  governadora de Cabinda Aldina da Lomba Katembo, por sugestão do seu marido o general António Katembo. Segundo Artur Manuel do Carmo, administrador do município de Cabinda, foi a sua administração que demoliu a obra de Paulo Sebastião Lengue, actual secretário do Departamento de Informação e Propaganda (DIP), do MPLA, no Comité de Acção do partido  no Palácio do Governo da Província de Cabinda, e não a Governadora Aldina da Lomba Katembo como acusa o proprietário. O administrador afirmou que a licença da referida obra não tem qualquer processo nos órgãos competentes.“A obra foi efectivamente demolida porque não obedeceu ao fluxograma que esta definida por lei e devido  a um conjunto de vícios na sua suposta licença”, disse. Artur Manuel do Carmo  aafirmou que em nenhum momento da audiência que a governadora concedeu a Paulo Sebastião Lengue, Aldina da Lomba disse que foi o seu marido, António Katembo, quem orientou a destruição do empreendimento. “É mentira, é falso e visa atingir a imagem das entidades”, garantiu. O administrador de Kabinda disse à VOA que já decorre um processo disciplinar contra os funcionários do Estado envolvidos na cedência da licença alegadamente dada a Paulo Sebastião Lengue  que, segundo o administrador , está “manchada de vícios”. Paulo Sebastião Lengue  solicitou a intervenção de Roberto de Almeida e Dino Matross, vice-presidente e secretário-geral do MPLA respectivamente, para a resolução do problema.