Dois pesos, duas medidas. Angola tem a obrigação total e absoluta de se retirar de Cabinda (o território ocupado em 1974)

Enquanto a comunidade internacional se apressa e bem a intervir na questão Ucraniana em nome do Direito internacional, O povo de Cabinda e a Flec interroga –se em nome de que Direito o Tratado de Simulambuco e a Constituição Portuguesa de 1933 foram rasgados por Portugal e violados e desrespeitados por angola, um país terceiro ao referido Tratado ? A Flec exige p/a resolução pacífica, credível, justa e definitiva do conflito de Kabinda, um acordo de independência de Cabinda, com a Flec reunida no quadro do Conselho nacional do povo de Cabinda / Nkoto - Likanda.

A comunidade internacional tarda em intervir com eficácia em Kabinda, o território anexado e ocupado por Angola na sequência dos Acordos de Alvor em 1975. Que credibilidade têm as posição e as acções da comunidade internacional em Timor, no Kosovo, perante esta duplicidade e (esta) passividade diplomática que tolera a ocupação de Cabinda, onde se praticam ainda, em nome da lei, do crime e ainda com total impunidade, todos os abusos possíveis e imagináveis.

Em Kabinda, sob a actual cruel ocupação, colonização e opressão totalitária e democrática angolana, a lei protege crimes e criminosos e estes reforçam a lei e a sua autoridade na medida em que lhes dá mais poder (o status quo).

O conflito de Cabinda tem solução jurídica ou político. É uma questão de tempo e de atitude colectiva dos Cabindas, de uma comunidade política angolana séria, honesta e corajosa e de uma Comunidade internacional regenerada e pró- activa.

Kabinda, 07 de março de 2014

FLEC

CONSELHO NACIONAL DO POVO DE CABINDA    DCTI / M&P